Quando só quer sempre o mesmo prato
- crescercomsabor
- 4 de mar. de 2025
- 3 min de leitura
«Só come massa.» «Só quer arroz branco.» «Se não for pão, não come nada.» Ouçamos isto praticamente todas as semanas, e quase sempre de famílias que estão a fazer as coisas com cuidado.

É mais comum do que parece
Ao longo da infância há fases em que a criança reduz muito aquilo que aceita e se agarra a um número pequeno de pratos previsíveis. Nessas fases, um prato conhecido é segurança, e a novidade custa. Saber que é uma fase comum não resolve o jantar de hoje, mas muda muito a forma como se responde a ele.
O que costumamos sugerir
Manter o prato aceite no prato, e pôr ao lado uma porção pequeníssima do resto. Sem obrigar a provar.
Servir sempre a mesma refeição a toda a família, em vez de cozinhar um prato à parte para a criança.
Mudar um elemento de cada vez — a mesma massa com outro molho, o mesmo arroz com outro acompanhamento — e não o prato inteiro.
Deixar a criança servir-se sozinha sempre que a idade permitir. Escolher a quantidade reduz a resistência.
Separar o momento da refeição do momento da discussão. À mesa, não se negoceia comida.
O que evitamos fazer
Evitamos as sobremesas usadas como pagamento («se comeres a sopa, tens gelado»), porque tornam o alimento recusado ainda menos apetecível e o prémio ainda mais desejado. Evitamos também substituir a refeição por um lanche uma hora depois — se isso acontecer sistematicamente, a criança aprende que há sempre uma alternativa melhor a seguir.
Quando vale a pena procurar ajuda
Quando a lista de alimentos aceites vai encolhendo mês após mês, quando desaparecem grupos inteiros de alimentos, quando as refeições se tornam um conflito diário ou quando há preocupação com o crescimento, faz sentido olhar para o caso com calma e com quem acompanha a criança.
Se a dúvida for sobre a sua família em concreto, fale connosco — as consultas podem ser presenciais, em Ponta Delgada, ou online.
